Orquidário
José Serafim Sobrinho é microempresário e orquidófilo associado à SOB
Existem muitas "tecnologias" para instalarmos as plantas, desde muito caras até improvisações que funcionam de forma muito boa.
Como instalações de tetos ideais, podemos construir um orquidário com teto de telhas transparentes, de custo inicial de elevado para elevadíssimo, mas de duração de anos até décadas. O filme plástico é de custo inicial baixo, mas a vida útil é pequena - dois a três anos, quando muito cinco anos - rasga, fica quebradiço com a incidência do sol. Podemos instalar em conjunto, abaixo ou acima do teto uma tela sombrite, de forma a proporcionar uma luminosidade de 70 a 90%, dependendo do que vamos cultivar, se muitos "Phalaenopsi_', 90%, se muitas "Cattleyd' e "Vandd', 70% a 80%. Se vamos cultivar apenas "Cattleyd', "Vandd' e "Dendrobium" com alguma perda, pode ser perfeitamente se dispensável o "teto de vidro", utilizamos apenas um sombrite de 80% que está ótimo.
Nas laterais, devemos evitar a incidência do vento sul, que no inverno apresenta baixas temperaturas, podendo provocar doenças. Colocamos uma tela sombrite de 90%, parede, ou que for mais acessível para evitar sua incidência sobre as plantas. Nas outras laterais podemos utilizar somente um sombrite mais fino ou os mesmos 90%, temos que evitar a entrada de insetos.
O ideal é que as plantas fiquem dependuradas por arames, evitando a propagação rápida de lesmas, caracóis e cochomilhas, mas caso seja impossível, podem ficar sobre uma bancada de ripas, telha de cimento amianto de calha fina, quanto mais arejado melhor.
Quanto às dimensões, podemos admitir que 8 a 10 plantas/m2. É
uma densidade que permitirá plantas arejadas, e consequentemente baixo
índice de propagação de pragas. Mas colecionadores não
têm jeito, sempre extrapolam o razoável, param no impossível,
as plantas é que sofrem!
José Serafim Sobrinho é microempresário e orquidófilo associado à SOB