PHALAENOPSIS

CONHECENDO UM POUCO MAIS ...

Trecho retirado do livro "Orchids for everyone", de Jack Kramer. Tradução de Francisco Benedito Wieckert

O gênero Phalaenopsis tem características muito elegantes. Algumas variedades apresentam florações espetaculares, como  por  exemplo  a  P. schilleriana, que comumente chega a ter mais de setenta flores em uma única haste floral. Mas esta espécie também é conhecida por sua belíssima folhagem verde escura, salpicada de cinza prateado, com folhas achatadas em forma de língua e flores róseas ou brancas, com até 7,5 cm de diâmetro.

Nos últimos anos, vários híbridos de Phalaenopsis têm sido criados para obtenção de flores de corte. Suas flores brancas tornaram-se populares para buquês  de noivas.

PHALAENOPSIS em seu habitat natural

Todas as espécies encontradas são nativas do extremo leste asiático. Fixadas nesta área, estendem-se por Burma, Ilhas Molucas e especialmente nas Filipinas.

O nome Phalaenopsis deriva de "Phalaena", "Phalena" ou mariposa e "opsis", "aparência de"; foi sugerido pelo botânico holandês Blume, quem a   encontrou  pela primeira vez em 1825 e a nomeou de Phalaenopsis amabilis, como a mariposa tropical Phalaena.

Phalaeonopsis são epífitas ou litófitas. As plantas crescem prendendo-se a ramos, troncos de  árvore  e  rochas  e  quase   sempre  fixadas  em  lugares  sombrios. Algumas espécies crescem bem próximo à praia, recebendo os respingos da água salgada do mar (o jardineiro  que  era  encarregado  de  cuidar  da   coleção  de orquídeas do Jardim Botânico da Inglaterra particularmente tinha grande sucesso no cultivo deste gênero. Colocava  areia  e  cascalho   de  pedra  nas  prateleiras, onde periodicamente acrescentava pedras de sal próximo às plantas para evitar congelamento da água nas bandejas).

Três espécies, P. lowii, P. parishii e P. esmeralda são muito sensíveis nas condições do seu  hábitat   nativo, onde  crescem  em  cima  de  pequenos   arbustos  e pedras limosas. Mas quando cultivadas em estufas, longe das drásticas mudanças climáticas, normalmente têm suas folhas conservadas integralmente.

As folhas têm textura de couro e podem ter até 46 cm de comprimento por 7 cm de largura. São suculentas, servindo de reserva  de  água  e   alimento. A  maioria das espécies viceja na selva, onde a temperatura é naturalmente uniforme, entre 24 graus à noite e 35 graus durante o  dia, com   índices  pluviométricos  de  2.030 mm³ ao ano, e uma atmosfera quase sempre saturada de umidade, razão pela qual são desprovidas de bulbos.

As raízes crescem livremente e aderem a tudo que possam firmar-se, sejam árvores ou rochas. O cultivo em vasos impossibilita  que  as  raízes  fiquem  soltas  por fora do recipiente, desenvolvendo-se, assim, em meio ao substrato, o que retarda seu crescimento. A P. schilleriana e a P. stuartiana  têm  raízes   de  coloração prateada, largas e achatadas, algumas com crescimento muito extenso para captar alimento e prover a fixação.

O alimento é principalmente provido pela umidade atmosférica, bem carregada, que contribui para o enraizamento na parte inferior, e grande absorção pelas raízes aéreas e folhas.

Em seu hábitat natural as hastes florais ficam dependuradas em cascatas, sobre suas longas e pesadas folhas, e estão continuamente em floração. Após   a  floração mais hastes podem surgir da haste original. Se depois da primeira florada tiver caído a haste, esta voltará a  produzir  outras   brotações  florais. Se  quiser  usar  as flores para decoração, corte a haste acima do nó mais alto. A planta irá  então   produzir  uma  nova  haste  secundária  dentro  de   pouco  tempo. Geralmente, em cultivo, as hastes são estacadas para cima.

Quando as condições são favoráveis, as plantas são capazes de produzir "keiks", brotações nas gemas da haste floral. Com o crescimento da jovem planta, ela irá desenvolver suas próprias raízes. No hábitat é comum ver grandes colônias de plantas  formadas  de  "keiks"   florais  já  independentes, avançando  ao  longo  dos galhos, produzindo suas próprias hastes florais.

Em algumas espécies, incluindo a P. violacea, a P. amboinensis e a P. mariae, após a floração, se fecundadas, irão formar uma cápsula de sementes, em que as sépalas e pétalas tornam-se espessas, de cor verde como as folhas, mas seguindo o mesmo caminho das funções de reprodução por sementes.

A condição natural do meio ambiente das Phalaenopsis provê à espécie temperaturas médias estáveis, alta umidade e  bom  sombreamento. Por   ser  uma  planta delicada, deve preferencialmente ser cultivada em estufas.

Francisco Benedito Wiechert é microempresário e orquidófilo filiado à SOB desde 22.02.2000

 

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