Controle de Pragas III

José Serafim Sobrinho é microempresário e orquidófilo associado à SOB

Diversas espécies de pragas podem aparecer em nosso orquidário, tais como insetos, lesmas, fungos, bactérias e vírus, as principais e mais comuns são:

* Afídios, visíveis a olho nu, são insetos sugadores dos brotos e botões
* Cochonilhas, que também são insetos sugadores, aderem às folhas, pseudobulbos e rizomas protegidas por uma camada de cera. Parecem pequenas escamas circulares.
* Cochomilhas penujentas, como formam colônias, parecem algodão branco grudado na parte de baixo das folhas.
* Trips - pequenos insetos sugadores quase invisíveis.

Como o excremento delas contém açúcar, as formigas cultivam-nas. As formigas são grandes fazendeiras na lida dessas pragas acima. Sempre que se observar nas orquídeas a presença de formiga 'açucareira', provavelmente você encontrará algumas delas no seus orquidário.

Para os insetos, utilizamos obviamente inseticidas comuns, que eliminam a praga rapidamente.

Quanto às cochomilhas cerosas, faz-se necessária a utilização de óleo para dissolver a carapaça cerosa que as protege. Vale ressaltar que as chochonilhas não têm locomoção própria, são transportadas pelas formigas, eliminando as formigas, eliminamos pelo menos a propagação para outras plantas.

Quando são poucas plantas, para eliminar cochonilhas, é conveniente lavá-las com bucha e sabão em pedaço(daqueles azuis), que conseguimos eliminá-las.

Mangueira e laranjeira são também portadoras de cochonilhas cerosas.

- lesmas são muito glutonas, fazem enormes estragos em uma única noite.
- caracóis, em geral os que infestam as orquídeas, são muito pequenos, alguns são do tamanho de cabeça de alfinete.

As lesmas e caracóis atacam brotos, botões e raízes, fazendo grandes estragos nas plantas. São noturnos, aparecem logo após o por-do-sol, retomando para dentro do substrato ao amanhecer. No gênero Phalaenopsis as lesmas comem a planta toda, matando-a, nos outros gêneros a morte é provocada pela eliminação das raízes.

Para eliminá-las existem iscas à base de metaldeído que controlam a infestação. O problema destas iscas é que se dissolvem na chuva, período em que as lesmas e caracóis estão em plena proliferação.

Ao percebermos que uma planta esta sendo comida, muito provavelmente é lesma, e ela permanece na mesma planta ou arredores por alguns dias. A forma de eliminá-la é à noite com uma lanterna, caçando-a.

Quanto aos minúsculos caracóis o jeito é controlar, eliminar é impossível, a não ser com muitas e seguidas pulverizações.

- Gafanhotos, às vezes eles aparecem, comem as folhas principalmente dos Onciduns. O estrago costuma ser grande, se conseguir, o jeito é caçá-los e eliminá-los.

- Fungos Antracnose é o fungo mais comum que infesta as nossas orquídeas, só percebemos quando já está degradando as plantas.

- Botrytis, infestam geralmente as flores e os brotos novos, causando manchas pretas, tornando-os feios e flácidos, apodrecem.

A propagação de fungos está sempre associada à umidade elevada e à baixa ventilação e luminosidade. Isto é comum no verão quando o tempo "fecha", três semanas de chuvas, haja pinta preta nas novas folhas. Não matam a planta mas ficam muito feias. O jeito é, se houver uma brecha na chuva, pulverizar com um fungicida que o ataque diminui.

Observa-se no inverno, em dias muito frios, quando molhamos as plantas à tarde ou à noite, que alguns brotos novos apodrecem em questão de dois ou três dias, muito provavelmente são bactérias que atacaram a planta. A forma é cortar a parte afetada com uma faca em brasa, pois isto tem a tendência de se espalhar para a planta toda, matando-a rapidamente. Recomenda-se nunca molhar as plantas no inverno, à noite.

Para se evitar estragos grandes causados por fungos e bactérias, recomenda-se que as plantas sejam instaladas em locais arejados, mas sem ventos, com temperaturas razoáveis, as mesmas que os humanos acham boas para se viver e com luminosidade alta, mas sem insolação.

O local ideal é onde instalamos as plantas e observamos que elas vegetam e nos proporcionam flores.

José Serafim Sobrinho é microempresário e orquidófilo associado à SOB

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