Sophronitis ...

Bento Paschoal de Faria

Se a idéia é observar a velha classificação, que considerava como pertencentes ao gênero, além da S. cernua, a espécie tipo, como também as de flores maiores, S. coccinea, S. wittigiana, S. brevipedunculata, S. mantiqueirae, S. pygmaea, etc., hoje incluídas no gênero Hadrolaelia, onde foram parar por obra do Vitorino e do Chiron, não nos esquecendo da ampliação´proposta por Chase e van der Berg, devemos ter em mente que a S. cernua está praticamente em casa, porque ocorre também em cerrados, com clima idêntico ao da nossa região (a variedade mineira). Quanto às demais espécies, aqui temos obtido sucesso cultivando-as no mesmo ambiente que as Laelia (Hoffmannseggella) rupícolas, com muita iluminação, às vezes mesmo com apenas uma camada de sombrite, em torno de 50% de sombreamento, buscando oferecer o máximo de umidade, assentando-as em tocos, que por sua vez são inseridos em vasos de plástico colocados em pratos com areia; a época de floração varia segundo a espécie; outro orquidário público que vale a pena visitar é o do IBAMA; plantas com essas dimensões, adaptáveis ao clima do planalto central, não são muitas, mas não se esqueça das Catteya walkeriana e C. nobilior.

Bento Paschoal de Faria é funcionário público e orquidófilo associado à SOB desde 08.09.98.

 

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