CULTIVANDO VANDA E ASCOCENDA NO CERRADO


Francisco Benedito Wiechert


Os Vandaceos são orquídeas de rara beleza com porte muito elegante, típico das orquídeas monopodiais. Causando uma presença muito marcante em orquidários, feiras e exposições. Pôr terem uma aparência exótica e um crescimento lento, normalmente essas plantas tem um valor maior que muitas outras espécies orquídeas. Mas aos poucos essa realidade está mudando com a propagação pôr meristemas e um maior numero de empresas que estão assimilando as técnicas de cultivo destas plantas.

Provenientes da Indonésia, China, Himalaia, Nova Guiné e algumas localidades da Austrália, tem como preferência climas onde se verificam grande umidade relativa, circulação de ar e luminosidade intensa durante todo o dia.

Em vários anos de cultivo, observei que alguns amigos fascinados pela beleza de suas flores, adquiriam exemplares adultos pagando pequenas fortunas, mas em pouco tempo acabavam pôr perder suas plantas pôr terem grande dificuldade em adapta-las ao clima regional, em especial no período de seca onde temos climas comparáveis aos de um deserto, com umidade relativa muito baixa com calor durante o dia e um frio considerável a noite.

Cultivá-las aqui no DF, não é uma tarefa das mais difíceis, e muitos orquidófilos o tem feito com grande êxito, mais com algumas dicas simples podemos facilitar seu cultivo, sem que sofram com desidratação ou perda de raízes, podendo velas florirem várias vezes pôr ano.

Para quem nunca cultivou um Ascocentrum, Vanda ou Híbridos afins, a melhor época para se adquirir exemplares aqui no Distrito Federal é no período final de Outubro, até janeiro quando encontramos a estação das chuvas com calor e umidade relativa alta e a planta terá tempo para se acostumar a novas condições ambientais e alguns meses para se adaptar antes do período da seca.

Assim evitamos que a planta sofra ao sentir a diferença do nosso clima local em relação ao de onde era cultivada evitando assim desidratação e a perda de suas folhas.

Ascocentrum Miniatum

Para quem nunca cultivou um Ascocentrum, Vanda ou Híbridos afins, a melhor época para se adquirir exemplares aqui no Distrito Federal é no período final de Outubro, até janeiro quando encontramos a estação das chuvas com calor e umidade relativa alta e a planta terá tempo para se acostumar a novas condições ambientais e alguns meses para se adaptar antes do período da seca. Assim evitamos que a planta sofra ao sentir a diferença do nosso clima local em relação ao de onde era cultivada evitando assim desidratação e a perda de suas folhas.

Vandas como a grande maioria das monopodiais são provenientes de regiões onde a grande umidade do ar e uma boa quantidade de chuvas durante quase todo o ano. Condições que provem alimento em grande quantidade para seu pleno desenvolvimento. Esses fatores fizeram a planta adaptar-se acabando pôr não precisarem de grandes reservas de energia, não tendo assim a necessidade de pseudobulbos. Sua pouca reserva de energia se encontram nas folhas, que se forem afetadas pôr desidratação pôr exemplo, podem causar parada total de crescimento seguido de morte.

Outro fator que devemos observar são suas raízes. Vandas tem em sua estrutura um sistema radicular aéreo bem grande. Suas longas raízes aéreas se encarregam de coletar alimento que vem com a umidade do ar, com o vento, absorvendo sereno durante a noite, chuvas, etc. Nunca cultive as em vasos de plástico ou vasos fechados. De preferência ao uso de caixas de madeira que possuam muito espaço para que suas raízes se fixem nelas e depois se desenvolvam para fora ficando penduradas para que assim possam absorver umidade do ar e alimento, tendo também a garantia de boa circulação de ar evitando que suas raízes apodreçam dentro do vaso pôr ficarem muito úmidas e abafadas.

Quem mora em casas com jardins deve procurar lugares com boa quantidade luz e umidade do ar como bordas de piscinas ou espelhos de água, que normalmente fazem uma grande evaporação.

Outra solução é a colocação de um prato com água pendurado cinco centímetros abaixo da caixa de madeira ou vaso para criar evaporação diretamente abaixo da planta. Vale ressaltar que está água deve ser trocada diariamente para se evitar proliferação de mosquitos e insetos assim como fungos. - Venho pesquisando esta técnica já algum tempo e o resultado foi muito satisfatório, pois nos exemplares em que utilizei esta técnica sofreram um aumento considerável no tamanho de suas folhas.- Deixe as raízes pôr fora e ao redor do prato.

Algumas planta terão a tendência crescer raízes para dentro da água, o que é comum em algumas espécies nativas que costumam jogar suas raízes do alto das árvores até tocarem a superfície de rios e lagos em seu habitarte natural. Se isto acontecer preste atenção ao aparecimento de fungos ou se a raiz submersa não apodrece pois como existem uma grande quantidade de híbridos no mercado das mais diversos cruzamentos de espécies e tipos, algumas plantas não reagem bem ao contato de suas raízes com água. Então conforme raízes adventícias forem crescendo oriente-as para fora do prato continuando seu desenvolvimento aéreo normal.

O conhecimento sobre que espécie ou híbrido se está cultivando é fundamental para se ter um bom resultado seja qual for a planta que tenha adquirido.
Na Indonésia e Tailândia alguns criadores cultivam Vandas fincando-as em meio a pedregulhos em grande canteiros a pleno sol formando grandes maciço de flores que fazem até lembrar nossas praças com canteiro de margaridas.

Essas Plantas não necessitam de muito substrato, onde podemos utilizar pedras de carvão, pedaços de madeira, pedra britada, ou pedaços de xaxim. Observe que o substrato não fique encharcado pôr muito tempo após a rega, e que seja bem arejado.

As regas podem ser diárias, e a adubação constantes com adubos liquido aspergidos pôr toda a planta uma vezes pôr semana na estação das chuvas e uma a cada quinzena na época da seca. Aplicar torta da mamona, farinha de osso e cinzas de madeira no vaso também é bom mas deve ser feito em pequenas quantidades e com cuidado para não queimar as raízes retardando o desenvolvimento da planta.

Costuma-se dizer que Vandas florescem no inverno, mas é comum velas florindo em qualquer época do ano quando bem cultivadas, principalmente seus híbridos.
A seguir veremos como dividir e multiplicar Vandas e monopodiais afins, e o que fazer com brotações laterais e keikes.


Francisco Benedito Wieckert é microempresário e orquidófilo associada à SOB desde 22.02.2000.

Clique aqui para voltar

Voltar

Escreva-nos Livro de Visitas